terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sem metas de fim de ano, só a estrada

Nos últimos dias, eu abri isso aqui várias vezes, me deparando com o branco. Pensei em vários temas pra escrever, mas me fugiu a inspiração, a vontade. Mas dezembro se aproxima, o próximo ano se aproxima. Fiquei com vontade de desabafar o que quer que eu tenha aqui dentro

Sinceramente, eu quero muito que 2012 acabe. Por milhares de razões que nada tem a ver com renovação. Eu quero mais mesmo é dar as costas pra todas as merdas que me aconteceram esse ano. E quero abraçar e levar comigo aquilo que aconteceu de bom, e que felizmente também não foi pouco. Mas as coisas ruins, os contratempos, as amizades inexistentes, as histórias sobre ex-namorado fracassado, os momentos de angústia, de rejeição, de tristeza, isso tudo eu vou é chutar pra fora daqui e de mim. Quero nem saber. 

Os pedaços ainda estão aqui pra serem colados, mas eu não me importo. Não sinto a menor pressa. Todo o resto tá indo bem, e tem tanta coisa boa que me aconteceu durante esses 365 dias, que no final tá tudo equilibrado. 

No momento eu me sinto como a letra de Infinity, do Queens of the Stone Age (que eu verei show pela segunda vez em março, e isso me deixa feliz demais): "I got a hole and I’ll never go home / There ain’t no one thing. A new road, a new road/ You never get right back". Um buraco que não vai mesmo se fechar, então que se foda, eu vou pegar outra estrada e começar tudo de novo. E essa estrada vai passar por mim e depender somente de mim. 

E realmente, não vou prometer muita coisa pra 2013, além da matrícula nas aulas de yoga. Talvez ajudar mais gatinhos de rua do que esse ano. Com certeza trabalhar mais e melhor. E aproveitar todo mundo querido como sempre. E comer muito gelato de pistache. Ter mais empatia pelos outros. E sentir que vivo, mas cada vez mais intensamente.